domingo, 30 de outubro de 2011

Mão na mão



E havia então um som que emanava e permeava todo um caminho de segredos e mistério.
E quase se fazia música, de tão intenso. E os olhos, que se fechavam e abriam...mais fechavam do que abriam, como janelas à espreita do sabor do desejo.
E como se antes não soubessem exatamente que caminho seguir, mas sempre indo em frente,
sempre, sempre... com palavras que flutuam pelo imenso espaço que podem ser pequenos grandes momentos. Em horas. Em segundos. E é sempre assim, um atrás do outro, seguidamente.
Mas aqueles olhos...não eram comuns, eram?
Poderiam pois parecer com milhares já existentes, mas dentro deles gritavam nada. Dentro deles uma paz habita, uma suavidade inexplicável... e nem precisa ser verdade. Só pensamento... e antes que novamente as palavras escapem me fecho em devaneios.
Como se o conhecesse, realmente.
Como se fosse tão simples uma vaga idéia do que alguém pode ser se tornar real.

E dançam as palavras
E dançam os sons
E dançam histórias do que foram então...
tristezas, alegrias, pesar, solidão
,
com sorrisos de bom dia,
lado a lado, mão na mão.

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