E havia então outro garoto, andando à beira de algum precipício psicológico.
E havia então uma alegria no olhar azul e angelical.
E havia então uma melancolica indescritível que me sugava aos poucos...será?
- Nem te conheço, mas pareço saber quem és, apenas por que se assemelhas a alguém que conhecia há muito, muito tempo atrás...
- Não gosto disso... isso é bom? O que essa pessoa te fez?
- Nada!
E tudo se cala.
Duas intensidades deveriam se encontrar?
Mas por quanto tempo mais?
Tick-tack-tick-tack...
- E se um dia eu for realmente embora?
- Mas eu já vou, independente de você ir ou não...
- Sim, sim...
- ... eu também sentirei falta.
E assim se fecham os olhos, corpos, livres pelo mundo afora.
Somos afinal jovens e podemos sonhar o que quisermos, e lembrarmos como quisermos.
Podemos ver a chuva caindo pela janela e ouvir um avião passar tão rápido quantos nossos pensamentos e reflexões...

...sei lá. Só é simplesmente bom e saudosista de um jeito triste, e de certa maneira.
E assim tudo se passa... enquanto que a fumaça do cigarro é devorada pela chuva...
e nossos medos e agonias são levemente esquecidos diante da intensidade do agora.
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